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Mercado de seguros defende ganho de notoriedade política frente ao governo brasileiro

1 de outubro de 2018

A representatividade do setor de seguros para a economia nacional, a arrecadação de impostos e a geração de empregos é inegável, mas será que o setor está recebendo contrapartidas e incentivo governamental em volume proporcional à sua importância? Esse foi um dos principais temas que nortearam o painel “Política e o setor de seguros – Pauta construtiva para o futuro”, que teve como âncora o jornalista Ricardo Boechat.

“A importância dada pelo governo ao setor não é proporcional ao nosso tamanho. Temos que exigir que o setor de seguros passe para o centro de políticas públicas no Brasil, e não estamos falando de protecionismo, mas de leis que são importantes, não apenas para o setor, mas também para a sociedade”, defendeu o presidente da CNseg, Marcio Serôa de Araujo Coriolano.

Neste sentido, o presidente licenciado do Sincor-SP, Alexandre Camillo, ressaltou a importância de inserir a política setorial no contexto da política nacional. “Se em um semestre tão difícil como o primeiro de 2018 conseguimos crescer 9%, imagina com maior representatividade”, destacou.

Lembrando que na Câmara o “setor de seguros tem um único representante”, o presidente da Escola Nacional de Seguros e da Fenacor, Robert Bittar, acredita que o caminho para resolver esses entraves também está na educação. “Temos que educar não só a sociedade, mas também os governantes. Existe um distanciamento enorme entre as políticas de desenvolvimento do setor e as reais necessidades”, afirmou. Bittar lembrou que no legislativo tramitam cerca de 350 projetos sobre o tema seguros; no entanto, a maioria desses projetos é inócua e não traz alterações realmente representativas.

O presidente do SindsegSP, Mauro Batista, lembrou de outro grande problema enfrentado pelo setor: a proliferação de associações de proteção e o mercado marginal, que cresceu no vácuo das leis. “Não podemos ser atropelados por nichos de confronto. Temos que nos mobilizar, mostrar ao Estado e ao legislativo a importância de um setor altamente regulado, que tem uma diferença brutal com essas atividades marginais”.

Ante esses desafios, o superintendente da Susep, Joaquim Mendanha de Ataídes, enfatizou que o órgão, nessa nova gestão, irá se pautar por três desafios: solvência, desburocratização e fomento ao setor. Outra frente prometida é uma maior interlocução com o mercado. “Nisso avançamos bastante e temos já 54 circulares, além de novas resoluções. Muitas dessas ações terão efeito no médio e longo prazo, mas temos avançado e esse é o caminho”, assegurou.

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